Global Mobility: entenda o que é

Global Mobility

Um mundo sem fronteiras. Essa é a realidade de diversas empresas que têm fornecedores ou expansões em vários continentes e se veem obrigadas a realocar talentos para esses locais. Dentro desse cenário, surge o conceito de Global Mobility, que vai mudar a visão estratégica sobre o posicionamento de mercado da sua empresa.

De forma geral, Global Mobility é a movimentação de pessoas pelo mundo. No cenário empresarial, ele representa a possibilidade de expatriar funcionários ou contratar estrangeiros para dar suporte a novos negócios, levando conhecimento e experiência para ajudar setores recém-criados a absorver o modo de trabalho da empresa, entre outras possibilidades.

Continue a leitura do nosso artigo e entenda, definitivamente, o que é a Global Mobility.

Gestão de talentos e mobilidade

Algumas empresas ainda realizam esse processo de forma mecânica, deslocando diretores com muito tempo de casa para estabelecer negócios quando há muita expectativa em um novo mercado.

No entanto, promover mobilidade a um funcionário exige investimento da empresa, e como em todos os investimentos, esse também deve ser analisado com cautela.

Em um cenário mais moderno, essa mobilidade deve ser feita de forma que alinhe os objetivos do negócio com as metas de gestão de talentos. Além disso, também deve ser levado em conta o custo da expatriação, para que esse processo seja aproveitado ao máximo.

Ou seja, nem sempre a melhor opção é realocar o colaborador sênior, mas sim aquele que melhor se encaixa nas expectativas da empresa para aquele setor. Isso pode ser feito com ajuda do setor de RH, alinhando a tática de negócios à mobilidade global.

Impacto no negócio

Um dos principais benefícios dessa tendência é poder contar com mão de obra especializada do mundo todo para obter o melhor resultado para a empresa.

Independentemente do ponto de partida a partir do qual sua empresa deseja expandir, será possível contratar colaboradores qualificados para levar o projeto adiante. Países como Brasil, Índia e China têm se destacado como exportadores de talentos nesse cenário.

Além disso, os funcionários que já participam desse tipo de projeto podem adquirir habilidades que podem beneficiar a empresa em um cenário futuro. Quando há um colaborador em campo, a troca de informações se torna mais simples, contribuindo para que o gestor ou administrador consiga ter uma visão melhor do negócio em outros países.

Ao levar colaboradores para outros países, é natural que a empresa se torne um alvo mais desejado pelos talentos do setor. Afinal, a possibilidade de ter esse tipo de experiência no currículo é um item motivador. Atrair os melhores profissionais do mercado é sempre um diferencial para a empresa — e deve ser levado em consideração ao definir a mobilidade.

Um ponto importante a ser pensado ao expatriar funcionário é a questão de logística de tecnologia e, é claro, a mudança de perfil do setor de recursos humanos.

No primeiro caso, a empresa deve oferecer ao colaborador toda a infraestrutura necessária para que ele consiga exercer suas funções, comunicar-se com a base sem dificuldades e até fazer reuniões virtuais. Toda essa estrutura tem um custo, que deve ser considerado quando o projeto for criado.

Já no caso dos recursos humanos, é preciso que haja um alinhamento com as necessidades da empresa. Escolher um funcionário para global mobility vai muito além de preencher uma vaga: é preciso selecionar a pessoa capaz de cumprir com os objetivos do negócio, com o menor custo possível e que tenha as capacidades de interação interpessoal necessárias para uma mudança drástica.

Como criar um bom programa de Global Mobility

Devido ao seu aspecto estratégico, o programa de Global Mobility deve ser pensado cautelosamente antes de ser lançado, garantindo que ele seguirá as expectativas de crescimento e metas de faturamento da empresa. Por isso, confira algumas dicas para criar esse processo com excelência:

  • Desde o princípio, oriente a empresa como um todo sobre os objetivos do programa de mobilidade global e deixe claro que as escolhas de funcionários são feitas por critérios como necessidades do negócio e talentos de cada um.
  • Busque apoio para fornecer serviço de RH, prestar serviços aos funcionários do exterior e descubra como deve ser feita a questão de direitos trabalhistas, vistos e impostos dos colaboradores para o país em questão.
  • Procure integrar a mobilidade com a gestão de talento: o ideal é que os profissionais sejam realocados para lugares onde consigam desenvolver alguma habilidade e, ao retornar ao país de origem, possam ser direcionados para áreas em que esses talentos sejam aproveitados.
  • Articule os objetivos a serem atingidos com a Global Mobility, para tornar mais fácil a orientação dos funcionários antes mesmo de eles chegarem ao país. Quando as metas são claras, as expectativas não se frustram e é simples medir o desempenho de cada um.
  • Em conjunto com o RH, as lideranças devem definir qual perfil de funcionário é mais adequado para cada oportunidade que a empresa oferece, facilitando a seleção.
  • Como todo projeto, a Global Mobility deve ser analisada por completo, com seus riscos e custos. Ao tomar a decisão de implantá-la, deve ser criado um cronograma de execução.

Uma oportunidade como poucas

Para o funcionário escolhido em um programa de mobilidade global, os ganhos são imensos. A possibilidade de trabalhar com um carimbo no passaporte traz a evolução profissional e torna o currículo bem mais atrativo para as grandes corporações.

Além disso, nenhuma empresa envia um funcionário para o exterior sem ter planos para que ele assuma um cargo maior no futuro. Assumir essa oportunidade com dedicação e foco nas metas pode fazer a diferença para conseguir aquela promoção tão esperada.

Uma boa forma de impulsionar um currículo para batalhar por uma chance de mobilidade é investir no aprendizado de línguas, especialmente as menos comuns de se ver em currículos, como mandarim, japonês e alemão, e aperfeiçoar suas competências interculturais — que podem ser melhoradas com intercâmbios e trabalhos voluntários, por exemplo.

Lidar com as necessidades de uma empresa durante um processo de global mobility certamente não é simples e exige que os funcionários de gestão e RH deem o seu máximo na escolha de perfis associados aos objetivos do negócio. Porém, quando o trabalho é executado com perfeição, a empresa e todos os colaboradores envolvidos ganham.

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